Ufba tem corte de R$ 93 milhões no orçamento de custeio em três anos Notícia

Sexta, 21 de outubro de 2022 Ufba tem corte de R$ 93 milhões no orçamento de custeio em três anos

Universidades federais de todo o país tiveram corte de 45% na verba destinada ao pagamento de água, energia, bolsas de estudo e prestação de serviços, entre 2019 e 2022. No setor de investimento, voltado a obras, reformas e compra de equipamentos, o corte foi de 50%. Na Bahia, a Ufba perdeu 93 milhões de reais em custeio.

Universidades federais de todo o país tiveram corte de 45% na verba destinada ao pagamento de água, energia, bolsas de estudo e prestação de serviços, entre 2019 e 2022. No setor de investimento, voltado a obras, reformas e compra de equipamentos, o corte foi de 50%. Na Bahia, a Ufba perdeu 93 milhões de reais em custeio.

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“Não há uma única área que sofreu mais, todas as áreas sofreram muito”, relata o vice-reitor da Ufba, Penildon Silva. O custeio - verba voltada para despesas administrativas, como pagamento de água, luz, telefone, limpeza, segurança e portaria - foi um dos setores afetados. “Se nós tivéssemos o orçamento de 2016, que era de 167 milhões, de custeio, se fosse corrigido pela inflação seria 227 milhões de reais. Hoje, o orçamento de custeio é de 134 milhões, ou seja, 93 milhões de reais a menos”, explica ele.

“Isso fez com que tivéssemos que reduzir nosso contrato de limpeza, tem menos gente para fazer limpeza na Ufba hoje”, completa. O mesmo acontece com os serviços de vigilância, pagamento de bolsas estudantis e despesas administrativas, como lista ele: “Temos dificuldade de fazer pagamento de água, de luz”.

“O corte previsto para 2023 deve novamente afetar o custeio e o capital, que não vai ser suficiente para construir o que é necessário”, afirma o reitor da Ufba, sobre as obras da universidade. “Há uma demanda de manutenção, de reformas”, completa o superintendente da Sumai. “Então, nós temos esses dois grandes problemas, um é a retomada dessas obras paralisadas e a outra é a manutenção dos prédios em funcionamento”, pontua Velame.

Em nota, o Instituto de Saúde Coletiva da Universidade Federal da Bahia (ISC/Ufba) também se manifestou contra os cortes orçamentários previstos para o próximo ano e os impactos a serem gerados, com destaque aos programas de Residências Médicas e Multiprofissionais em todo o país. A queda dos recursos para 2023 é de 60% em comparação ao ano anterior, R$ 922 milhões a menos.

Fonte: A Tarde

https://atarde.com.br