Bahia vence CRB e confirma o acesso à Série A Notícia

Segunda, 07 de novembro de 2022 Bahia vence CRB e confirma o acesso à Série A

Dessa vez não teve muito sofrimento. Com a tabela e o resultado paralelo sempre a seu favor, o Bahia lavou a alma no temporal em Maceió, venceu o CRB por 2 a 1 e confirmou o acesso para a Série A de 2023.

Agora não restam dúvidas, independentemente do resultado do julgamento pelas ocorrências do jogo entre Sport e Vasco, que podem dar mais dois pontos ao Cruzmaltino. Essa hipótese, agora, não fará diferença, já que a equipe carioca também ganhou ontem – 1 a 0 sobre o Ituano, fora de casa – e é outro já confirmado na elite. Caso leve os pontos, toma apenas a terceira colocação do Esquadrão.

Após uma campanha de altos e baixos e muitas críticas da torcida, apesar de ter ocupado o G-4 desde a rodada inicial, o Bahia conseguiu, de forma inédita, retornar à Primeirona logo no ano seguinte à queda. E para 2023, com a proximidade do acerto de venda da SAF ao Grupo City, o clube chega com as melhores perspectivas dos últimos tempos.

Sempre dominante

Desde os primeiros instantes de jogo o Bahia manteve amplo domínio das ações, seja com campo seco ou molhado. Ainda antes do toró, o Esquadrão foi gradativamente aumentando a pressão até marcar o gol. A chegada inaugural foi logo aos quatro minutos, quando o ativo Vitor Jacaré, cruzou para Ricardo Goulart, que cabeceou para fora. Logo depois desse lance, o Vasco abriu o placar em Itu, o que tranquilizava bastante a situação para o Tricolor.

No entanto, a equipe, que talvez não tenha sido informada sobre o novo cenário, não relaxou e seguiu na ofensiva. Aos 12 minutos, Goulart acionou Caio Vidal, que foi desarmado na hora do chute. No rebote, sem ângulo, Daniel balançou a rede, mas pelo lado de fora. Dois minutos depois, Vidal recebeu lançamento e ficou na cara do gol, mas bateu em cima do goleiro, perdendo chance incrível.

Aos 22, saiu um sorriso do rosto dos tricolores, mas efêmero. O lindo e longo passe de Luiz Otávio encontrou o peito de Caio Vidal, que ajeitou bonito para Jacaré marcar. Porém, o tento acabou anulado por impedimento de Vidal.

Três minutos mais tarde, o grito saiu de vez da garganta. Jacaré cobrou escanteio, o goleiro afastou de soco e, na sobra, Daniel pegou de primeira com a canhota para colocar o Esquadrão em vantagem.

Em meio à folia tricolor na comemoração do gol, a chuva começou a apertar em Maceió. Mesmo resistente à água, algumas poças foram surgindo e dificultando as jogadas. Ainda assim, o Bahia teve pelo menos três boas chances de ampliar. Aos 30 com Mugni, que cobrou falta lateral direto para a meta e arrancou suspiros; três minutos depois, quando Daniel cobrou escanteio e a testada de Luiz Otávio só parou na defesaça de Vitor Caetano; e logo em seguida com Jacaré, que recebeu na lateral da área e buscou o ângulo com seu clássico chute de curva, mas dessa vez errou por muito.

Aparentemente, tudo estava tranquilo. Mas eram só aparências mesmo porque, logo aos cinco minutos da segunda etapa, uma tentativa isolada do CRB machucou os corações tricolores. Anselmo Ramon ajeitou de letra e Emerson chutou fraco. Porém, com o campo e a bola molhada, Mateus Claus deixou passar.

Não chegava a ser um drama, já que o Bahia não precisava pontuar com a vitória parcial do Vasco. Mas as coisas poderiam mudar. E mudaram, mas a favor do Esquadrão, com a expulsão do zagueiro regateano Diego Ivo aos 18 minutos, por falta em Vidal como último homem – em princípio, o árbitro deu amarelo, mas, chamado ao VAR para conferir na telinha, alterou a cor.

Já na cobrança da falta Mugni quase recolocou o Bahia na frente com um chutaço. Vitor Caetano espalmou. Aos 21, foi Claus que salvou, com o rosto, na batida de Emerson.

E, se ainda havia resquícios de dúvida sobre o acesso tricolor, sumiram completamente aos 35 minutos. Foi quando Mugni sacramentou o 2 a 1 em cobrança de pênalti – no lance, Anselmo Ramon acertou as travas da chuteira em Jacaré e acabou expulso.

Diante de um adversário com dois jogadores a menos, bastou ao Bahia administrar a ansiedade para comemorar no fim. Foi uma campanha perfeita? Longe disso. Mas as avaliações técnicas ficam para depois da festa: o Tricolor voltou!

Fonte: A Tarde